Academic journal article Diálogos Latinoamericanos

A Tecnologia Educativa No Currículo Escolar E Na Formação Docente No Chile

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A Tecnologia Educativa No Currículo Escolar E Na Formação Docente No Chile

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O modelo de formaçao de professores que veio a se disseminar com o advento da Educaçao a Distancia e o uso das Tecnologías Digitais de Informaçao e Comunicaçâo (TDIC) ultrapassa as ffonteiras nacionais. Trata-se de um processo ampio e generalizado que vem afetando praticamente todos os sistemas de ensino contemporáneos como parte do fenómeno da mundializaçao que, no entanto, ocorre em cada país em ritmo e formas diversas de implementar as políticas educacionais, em decorrência das peculiaridades nacionais. Na América Latina, o Chile se destaca quanto ao uso das tecnologías na educaçao, por vários motivos. Primeiro, porque tomou a dianteira na implantaçao das reformas neoliberais, diversificando ao extremo seu sistema de ensino; depois, porque tem ocupado as melhores posiçôes latinoamericanas nos ranqueamentos intemacionais; e, aínda, porque inova com freqüência no setor educacional. Isso explica porque tem sido tomado frequentemente como referencia para medir o desempenho dos demais países da regido.

O ensino chileno abriga tres tipos de instituiçao - públicas, privadas e subvencionadas - todas regulamentadas pelo interesse do mercado e desde 1996 submetidas à reforma curricular, que entre outras mudanças introduziu no ensino médio a disciplina tecnología educacional em caráter obrigatório. A disciplina compreende très campos de estudo: desenvolvimento de projetos, análise de sistemas tecnológicos e tecnología e sociedade, tendo como objetivo mais ampio disseminar ñas escolas urna familiaridade com as TDIC, de modo a conferir ao cidadao chileno maior tránsito na sociedade da informaçâo e do conhecimento, marcada, sobretudo, pela forte presença das tecnologías no mercado de trabalho global.

A fim de tomar os docentes aptos à tarefa de ministrar essa disciplina bem como de utilizar os recursos tecnológicos em sala de aula, o govemo chileno investiu cerca de 160 bilhóes de dólares no programa Enlaces, desde 1998 (Cancino e Díaz, 2004: 148). A partir da reforma curricular, esse programa, que incluí formaçâo docente e discente, acabou por ser universalizado e intensificado. Cerca de 200 mil docentes já passaram pelos cursos do Enlaces cuja longevidade - 17 anos em funcionamento - é digna de nota na América Latina (Menezes, 2005). Sua plataforma inicial, hoje conhecida como EducaChile, serve como ponto de intersecçâo para a maior parte dos programas de formaçâo continuada chilena, o que veio a favorecer nâo só a ampliaçâo como a difusâo do programa por meio de outras políticas. Sua efetividade, contudo, é questionada por autores, como Donoso-Diaz (2008), que considera o custo do projeto superior ao impacto comprovado no mercado laboral. Além disso, urna avaliaçâo de resultados realizada em 2012, mostrou que as notas dos alunos, obtidas quase duas décadas após a implementaçâo do projeto, estiveram muito abaixo do esperado.

En La agenda pendiente en educación, Bellei, Contreras e Valenzuela (2008) afirmam que nâo se trata mais de saber TDIC irâo ou nâo entrar na educaçâo, mas, sim, de como inseridas adequadamente nos sistemas formais de ensino. Isto é um grande desafio, sobretudo, pelo fato de que o dominio das TDIC permanece em geral no campo empírico. No Chile, em virtude do baixo estrato socioeconómico da maior parte dos docentes, esse dominio acaba por nâo ser fácilmente acessível nem atraente. Disso decorrem duas questóes: como fazer com que a educaçâo (até mesmo no nivel universitario) se aproprie das tecnologías a ponto de criar um discurso palatável para a área docente? De que maneira é possível tomar essas tecnologías acessíveis e atrativas para os professores sem que se perca de vista a eficiencia de outros programas nacionais? Em 2011, a UNESCO/OREALC destacou que o processo de incorporaçâo da tecnología aos processos de ensino e aprendizagem só se tornará passível de sistematizaçâo empírica caso conte com os seguintes mecanismos: política nacional e institucional que enuncie de forma explícita a intençâo de incorporar as tecnologías como meios de ensino; formaçâo docente permanente; incorporaçâo da DTIC ao currículo formal; produçâo de materials didáticos virtuais; e acompanhamento de resultados1. …

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